Conhecida por seu carisma e veia cômica na internet, Julia Ferrari está mostrando uma faceta totalmente nova ao público. Em “Emília: A Magia está de Volta”, uma releitura sombria da obra de Monteiro Lobato, Julia assume o papel de Lúcia (Narizinho), em uma narrativa que transforma o lúdico Sítio do Picapau Amarelo em um cenário de suspense e medo.

Nesta entrevista, ela conta como foi trocar as risadas pelo grito de terror e os desafios de dar vida a uma personagem clássica sob uma ótica macabra.

Julia, este é seu primeiro papel em uma obra de terror. Como foi explorar esse gênero, sendo que seu público está tão acostumado com a sua comédia?

Julia Ferrari: “Foi como realizar um sonho. Sou completamente apaixonada pelo gênero e sempre tive vontade de viver essa experiência. Embora já tenha tido contato com outros gêneros, trabalhar com terror é muito diferente. Produzir superou totalmente minhas expectativas; parecia que eu estava sonhando acordada. O mais interessante foi poder explorar sentimentos como medo, tensão e suspense de forma artística, o que foi surpreendente e muito divertido. É surreal criar aquele clima pesado com a equipe e, de repente, ouvir um “corta” e ver tudo se desfazer.

Como você descreve a sua personagem e o contexto dessa nova versão da história?

Julia Ferrari: “Eu interpreto a Lúcia, a Narizinho, que retorna ao sítio já adulta, após muitos anos, para cuidar da tia Anastácia. Ao chegar, ela reencontra sua velha boneca, mas esse encontro desperta uma nostalgia sombria. Na nossa narrativa, a Emília é uma figura assustadora, quase uma ‘Anabelle brasileira’. A Lúcia carrega muito da sua criança interior e acredita na magia da boneca; ela é quem sabe que algo macabro está acontecendo, mesmo que os outros achem que é coisa da cabeça dela.

Julia Ferrari nos bastidores de “Emilia: A Magia Está de Volta”

Qual foi o maior desafio técnico ou emocional que você enfrentou durante as gravações?

Julia Ferrari: “O maior desafio foi logo na primeira cena gravada, o encontro com a tia Anastácia (Zulmira Pinto). Eu estava muito nervosa por ser minha primeira vez sendo dirigida por Rodrigo Prata e Uirá Wagner. Além disso, gravamos em um sítio em Joanópolis/SP, onde ficamos alguns dias sem sinal de celular ou internet, o que deixou a experiência muito mais intensa. Por outro lado, o entrosamento foi tanto que tive outro desafio: conseguir me concentrar para não rir nas cenas com a Madu Possato (Emília) e o João Victor (assistente de produção), que são muito engraçados.

Este projeto é um curta-metragem, mas existem planos maiores para ele, certo?

Julia Ferrari: “Sim! Este curta é um projeto piloto pensado como o início de algo maior. A ideia é transformá-lo em um longa-metragem, e o roteiro já está pronto. Queremos dar nossa contribuição ao audiovisual brasileiro com um filme de terror com “jeitinho brasileiro”, inspirados pelo sucesso recente de produções nacionais como ‘Ainda Estou Aqui’ e ‘O Agente Secreto’.

Julia Ferrari como Lúcia, a Narizinho, em “Emilia: A Magia Está de Volta”

Você pretende continuar explorando outros gêneros além da comédia e do terror?

Julia Ferrari: “Com certeza! Entrei no teatro aos 9 anos e faço isso há 17 anos. Me formei na Escola de Atores Wolf Maya e passei por teatro infantil e dublagem antes de me tornar criadora de conteúdo em 2024. Meu desejo é seguir expandindo horizontes no audiovisual, experimentando o máximo de gêneros possível. A atuação sempre foi o que dá sentido à minha vida.

Então, já se prepara para acompanhar a atriz em “Emília: A Magia está de Volta” e aproveita para comentar sobre nas redes do Festival Teen!

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