Para quem consome conteúdo nas redes hoje, parece natural ver influenciadores conversando de forma leve, fluida e descomplicada. Mas a trajetória de Nathany Petrin na internet começou bem antes desse formato virar regra. Ela viu sua rotina mudar à medida que crescia em frente às câmeras, passando de vídeos gravados por diversão no tablet para uma carreira consolidada como comunicadora.
Em uma participação marcante no StudioFT, Nathany comandou o quadro “Stalkeando meu Feed”, no qual reviveu momentos marcantes do seu perfil no Instagram e refletiu sobre a transição do conteúdo ultraproduzido para a leveza da espontaneidade.
Do medo das zoações na escola à liberdade dos vídeos na vertical
O início de Nathany no universo digital foi marcado por momentos de pura brincadeira em família. Inspirada por vlogs e maquiagens, ela começou a gravar com a irmã de forma totalmente despretensiosa. No entanto, ao mesmo tempo em que descobria o prazer de falar com a câmera, precisou lidar com o julgamento no ambiente escolar.
“Nos primeiros posts, eu sentia um pouco de vergonha de aparecer porque as pessoas da minha escola começaram a me zoar quando descobriram. Inicialmente eu tinha vergonha, mas no fundo, bem lá no fundo, eu adorava o que estava fazendo”, relembrou durante o papo.
Com o passar dos anos e a chegada das novas ferramentas do Instagram, como os Reels e os vídeos na vertical, a influenciadora encontrou o equilíbrio perfeito. Se antes ela se sentia limitada pelo formato horizontal e pelas produções engessadas, a liberação de vídeos mais longos na plataforma permitiu que ela resgatasse sua essência tagarela e criasse conversas diretas com suas seguidoras.

Virada de chave: o poder do desapego e os vídeos virais
Enquanto revisitava seus posts no StudioFT, Nathany revelou que uma das maiores lições da sua carreira foi aprender a desapegar da obrigação de ser “genial” o tempo todo. Ela destacou que, algumas vezes, as publicações mais planejadas não entregavam o resultado esperado, enquanto conteúdos gravados em questão de minutos estouravam em visualizações, provando que autenticidade e espontaneidade ajudam na conexão.
“No ano passado, eu resolvi arriscar. Eu tinha uma ideia meio fechada de que tudo precisava ser muito bem elaborado e produzido, o que me limitava. Quando falei ‘quer saber, vou fazer como eu quero’, tudo começou a ser muito mais natural e fluido. Isso aproximou ainda mais a minha comunidade, porque passei a trazer temas reais e o meu público se sentiu conversando com uma amiga”.
Um exemplo prático dessa virada aconteceu quando ela gravou um vídeo de cinco minutos de duração para provar que seu cabelo era ondulado, rebatendo comentários de seguidores, combinado com uma música em alta na plataforma. O resultado? A publicação bateu quase 4 milhões de visualizações e reforçou o poder do conteúdo autêntico.
Processo criativo, ferramentas e o carinho da comunidade
Hoje, para manter a criatividade em alta, Nathany combina a análise de dados do próprio Instagram (como tempo de retenção do público, salvamentos e áudios em alta) com uma imersão na aba Explorar para buscar referências visuais e estéticas.
Com uma audiência engajada que cresceu junto com ela desde 2013, a criadora celebra o amadurecimento saudável da sua relação com a internet. Para ela, olhar para o feed é como enxergar um álbum de memórias de uma vida inteira compartilhada com verdade e leveza.
E aí, você já conhecia essa história da Nathany Petrin? Conta para a gente nos comentários qual é o seu formato de conteúdo favorito no perfil dela!










