Divas pop brasileiras em ascensão! O começo de 2026 foi marcado por uma estreia sensacional que aqueceu os corações dos fãs de pop nacional. Anaju Oliveira e Mafe Peccin provaram que a união faz a força (e a arte) e subiram ao palco juntas pela primeira vez. As artistas independentes uniram seus EP’s em uma ideia de show conjunto, criando uma experiência única que misturou o melhor de cada uma.
De um lado, o EP “(DES)AMOR” da Mafe, do outro, o “Confuso Coração” da Anaju. Ambos os trabalhos carregam a estética da desilusão amorosa e dos corações partidos, uma temática que as duas dominam com muito talento. A junção natural desses universos deu vida ao show “Confuso (Des)amor”, um evento que ganhou um conceito próprio. A criatividade e a química entre as duas foram o grande trunfo da noite.
Quem são elas?
Mafe Peccin é o tipo de artista que já nasceu sabendo o que queria. Sua jornada começou com a produção fonográfica, uma escolha estratégica para se manter perto da música, tanto como artista quanto como produtora de outros talentos. “Sempre gostei de música desde pequena. Na hora de escolher a faculdade, pensei em um curso que eu pudesse tanto ser artista quanto produzir outros artistas. Se não der certo, eu tenho o que fazer”, explica ela, que vê no conhecimento técnico uma forma de fortalecer a própria carreira.
Já Anaju Oliveira é uma multiartista nata. Atriz, cantora e compositora, ela entendeu cedo as instabilidades da vida artística. “Com 17 anos fiz um musical e vi que você pode estar em cartaz por 6 meses e, de repente, não estar recebendo nada. Como sobreviver disso?”. Dessa forma, buscando estabilidade, ela encontrou na Produção Multimídia o equilíbrio perfeito. “Sempre gostei de internet e de criar coisas. Hoje, mantenho essas duas ‘skins’ muito alinhadas: trabalho com produção e também sigo com a minha carreira de cantora.”
Uma noite para chamar de “Confuso (Des)amor”
Quem teve a sorte de garantir um lugar no teatro assistiu a um show feito com muito carinho e atenção aos detalhes. O repertório, como era de se esperar, foi pensado para apresentar os dois EP’s na íntegra. Porém, para a alegria dos fãs, as surpresas não pararam por aí. A cereja do bolo? Anaju e Mafe incluíram músicas que são referências pessoais, daquelas que todo fã ama.
Então um dos momentos mais comentados, sem sombra de dúvida, foi a versão acústica de “Mande um Sinal”, da Marina Sena, com Anaju nos vocais e Mafe na guitarra. Durante a apresentação, a sintonia entre as duas era tão palpável que, em um dado momento, quando o microfone de Anaju falhou, elas nem se desesperaram. Pelo contrário: em um gesto de pura sintonia, trocaram apenas um olhar cúmplice e seguiram em frente, quase como se aquilo fizesse parte do roteiro. Foi, sem exagero, um daqueles momentos que só acontecem quando a amizade e a arte se encontram de verdade.
Por outro lado, mais um ponto alto da noite foi a escolha certeira do repertório de covers. As artistas presentearam os fãs com um medley especial que incluiu Taylor Swift (paixão declarada de Mafe) e um dueto emocionante de “Wicked”, música que as duas já haviam gravado juntas nas redes sociais e que ganhou uma versão ao vivo de arrepiar. A fã que sugeriu a música estava na plateia e, segundo elas, quase infartou de emoção.
O início de tudo
Como toda boa amizade, a das duas surgiu aos poucos em rolês por São Paulo. Primeiro, se encontraram no ensaio da Anitta em 2023. No entanto, foi em uma festa da Carol Biazin que a conexão de fato se firmou. Segundo Anaju, ela já admirava Mafe de longe. “Eu achava a Mafe muito cool, muito descolada. Um dia falei para um ex-namorado: ‘queria muito ser amiga dela’. Ele respondeu: ‘então, seja’. Mandei uma mensagem e o resto é história”, conta Anaju, aos risos.
A ideia de unir os talentos veio de uma inspiração internacional. Durante uma viagem a Barcelona, Anaju assistiu ao show conjunto de Charlie XCX e Troye Sivan e ficou encantada com o formato. “Eu nunca tinha visto aquilo, não era um abrindo para o outro, era um show de verdade dos dois juntos. Martelei aquilo na cabeça e pensei na hora: a Mafe é a pessoa com tudo a ver para fazer isso comigo.” O convite foi feito e aceito na mesma hora. “Achei super genial e criativo. Nossas estéticas são muito parecidas, a temática do coração partido, e a gente é amiga. Era a oportunidade perfeita para juntar nossos públicos e nos apoiar como artistas independentes”, completa Mafe.
A vida de artista independente
Contudo, se engana quem pensa que a vida de um artista independente é só glamour. Por trás de cada música, clipe e show, existe uma operação de guerra. Tanto Anaju quanto Mafe conhecem bem cada detalhe dessa luta.
No dia-a-dia, as funções vão muito além de compor e cantar. Elas precisam pensar em produção visual, contratação de profissionais, logística de gravações, transporte, alimentação da equipe, estratégias de marketing e criação de conteúdo para as redes. É um trabalho que exige dedicação total e conhecimento de todas as áreas envolvidas na música.
Mas esse esforço todo também tem seu lado positivo. Passar por cada etapa do processo criativo e produtivo faz com que as artistas entendam na prática como a indústria funciona. Por fim, é a escola da vida real, onde cada desafio vira aprendizado!










