A espera acabou e o filme biográfico mais aguardado do ano finalmente chegou aos cinemas! “Michael” mergulha na vida e na carreira do maior astro do pop global, Michael Jackson, trazendo uma perspectiva que mistura a ascensão meteórica do artista com os dramas íntimos de sua família em Gary, Indiana. Leia nossa crítica e saiba o que achamos sobre o filme, sem spoilers!
O mergulho na história e na família
Para começar, o longa-metragem explora o forte contraste entre o dom musical que corria nas veias da família Jackson e o olhar extremamente empresarial, e por vezes explorador, do patriarca Joe Jackson. Acompanhamos de perto a criação do grupo Jackson 5 e o dilema constante que Michael vivia: a alegria contagiante de estar nos palcos contra o medo profundo que sentia do próprio pai.
Essa narrativa deixa claro como o trabalho excessivo, embora tenha garantido o sucesso, acabou roubando a infância do artista.
Performances de tirar o fôlego
Além disso, as atuações são o verdadeiro ponto alto da obra. Jaafar Jackson, sobrinho de Michael na vida real, entrega um “toque de ouro” ao interpretar o tio na fase adulta, reproduzindo com impressionante semelhança a voz e os trejeitos mais sutis do Rei do Pop. Juliano Valdi também brilha ao dar vida ao Michael criança, conseguindo transmitir a pureza que o acompanhou por toda a vida. Outro grande destaque é Colman Domingo, que interpreta Joe Jackson de forma magistral, equilibrando o lado sombrio do empresário com a faceta de pai de família.
Qualidade técnica e a batida perfeita
Por falar em ambientação, a direção de Antoine Fuqua e a produção de Graham King conseguem teletransportar o público diretamente para as décadas de 60, 70 e 80 com uma qualidade técnica impecável.
O roteiro de John Logan faz um bom trabalho ao mesclar o drama familiar com o elemento que não poderia faltar: a música. A trilha sonora, composta inteiramente pelos sucessos inesquecíveis de Michael, dá um realismo pulsante ao filme e mantém o espectador totalmente engajado na história.
Nem tudo são flores no roteiro
Mas nem tudo é perfeito, e o filme pode enfrentar algumas resistências quanto à fidelidade aos fatos reais. Alguns pontos cruciais da vida pessoal de Michael Jackson aparecem de forma superficial ou “corrida”. Isso indica que as maiores falhas da produção residem justamente no roteiro. O elenco de apoio, no entanto, ajuda a segurar essas pontas, trazendo veracidade, momentos de comédia e muita emoção que compensam esses deslizes narrativos.
Veredito final
No fim das contas, o saldo de “Michael” é muito positivo. Mesmo com um roteiro que evita se aprofundar em certas polêmicas, a obra consegue homenagear o legado do artista e oferecer um espetáculo visual e sonoro digno de sua história. Se você é fã ou apenas curioso sobre a trajetória do Rei do Pop, prepare-se para uma experiência emocionante nos cinemas.










