Big D no topo! Nesse mês das mulheres, Duquesa e sua banda fizeram história no Tiny Desk Brasil. Hits como “Fuso”, “Turma da Duq” e “Só um Flerte”, compuseram o repertório da vez. Diferente do ritmo original, as músicas contaram com arranjos especiais para a mesinha, repletos de personalidade e empoderamento.

Duquesa e sua banda, composta por oito mulheres – nos vocais, bateria, teclado, guitarra e trompete – definitivamente representaram o rap feminino e o Brasil! Os arranjos das músicas contaram com um tom acústico e a voz potente da cantora.

“Eu queria a figura feminina em todos os instrumentos, majoritariamente mulheres negras. Espero que a gente possa inspirar crianças negras e periféricas a terem vontade de aprender um instrumento”, comenta a cantora em suas redes sociais.

A história da Duque

Antes de “A Duquesa”, existe Jeysa Ribeiro, jovem de 25 anos, nascida em Feira de Santana, interior da Bahia, e guardiã de inúmeros sonhos. Então, tudo começou com a afinidade pelo meio artístico, desde pequena gostava de se apresentar: atuando, cantando ou dançando. Inspirada pelo pai, um homem muito eclético, nasceu a paixão pela música.

Foi então que, numa oportunidade inédita, em 2015, Duquesa participou do refrão da faixa “Só guardei pra mim”, do grupo baiano de rap Sincronia Primordial. Tudo isso por influência de Robert Beats, que, aliás, já sabia da sua vocação para cantar e compor antes mesmo dela.

Ao longo dos anos, a cantora se descobria e brincava com as palavras e rimas. À primeira vista, colaborou com alguns artistas como, Mano Brown, Ju Moraes e  Rincon Sapiência, os quais foram essenciais na sua construção musical e pessoal. Em 2019, lançou seu primeiro single solo, chamado “Diz”. Logo depois veio: “Para Pra Pensar” e “Céu”, e desde então a mami não parou!

A representatividade no sangue

Não tem como falar em Duquesa sem falar de representatividade. O trap brasileiro passou por uma revolução nos últimos tempos, cada vez mais as mulheres ganham espaço e trazem suas essências para o ambiente, que é majoritariamente masculino. 

E essa revolução tem nome, sobrenome e, muitas vezes, um caderno de rimas cheio de vivências que a sociedade insiste em ignorar. Duquesa é parte fundamental dessa nova guarda não apenas por ocupar esse espaço, mas por subvertê-lo, e ela não está sozinha. Ao seu lado, nomes como Ajuliacosta, Ebony, MC Luana, Afeny e tantas outras vêm fazendo história, cada uma com sua estética, sua verdade e sua forma única de transformar o trap em ferramenta de existência e resistência.

Juntas, essas artistas representam um movimento que vai além da música: é sobre ocupar palcos, festivais e capas de playlist sem precisar se encaixar em padrões que nunca foram feitos para elas!