O retorno de Donna & The Dynamos! A duologia “Mamma Mia!” está de volta à Netflix. Em 2008, Catherine Johnson levou aos cinemas a história ao som do grupo sueco ABBA, sob direção de Phyllida Lloyd. Dez anos depois, Ol Parker comandou a sequência e expandiu o universo da trama. Juntos, os dois filmes ultrapassaram a marca de US$1 bilhão em bilheteria mundial.
Uma trama envolvente
No primeiro filme, a história acompanha Sophie, interpretada por Amanda Seyfried, na busca pelo seu verdadeiro pai. Prestes a se casar, ela envia convites a três homens que tiveram um relacionamento com sua mãe no passado. Meryl Streep vive Donna, mãe de Sophie, que tenta fugir dos antigos pretendentes a fim de não revisitar memórias mal resolvidas.
Em “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”, a narrativa alterna passado e presente para aprofundar a trajetória de Donna. No passado, Lily James interpreta a personagem em sua juventude e mostra como começaram seus romances com Harry, Bill e Sam. No presente, Sophie organiza a reabertura do hotel em homenagem à mãe enquanto enfrenta a distância do marido, Sky, vivido por Dominic Cooper.

Um legado musical que atravessa gerações
“Mamma Mia!” é mais do que um musical, tornou-se uma estética própria. Sem canções originais, a obra constrói sua narrativa a partir dos sucessos do grupo sueco ABBA, vencedor do Eurovision Song Contest de 1974. A familiaridade com o repertório facilitou a conexão com o público. Dessa forma, sucessos como “Dancing Queen”, “Lay All Your Love On Me”, “The Winner Takes It All” e “Super Trouper” ganharam novas versões na voz do elenco.
Tanto o primeiro quanto o segundo filme abordam questões importantes do cotidiano. Nesse sentido, a busca pela própria história se reflete na trajetória de Sophie, que tenta compreender a identidade do pai. Além disso, a maternidade atravessa as duas narrativas e reforça a conexão entre Donna e a filha, sobretudo em momentos emocionantes como em “Slipping Through My Fingers”.
Por isso, o enredo passa uma importante mensagem sobre o significado de família. Nem sempre os laços sanguíneos definem um ciclo familiar, algo que a relação entre os três pais de Sophie evidencia. Por fim, além de outras importantes temáticas, vale destacar o sentimento de recomeçar a vida após uma perda e a importância de uma rede de apoio sólida nesses momentos.
A expectativa por um novo capítulo em Kalokairi
Após o lançamento do segundo filme, “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”, em 2018, os fãs do musical passaram a cogitar a possibilidade de uma nova continuação. Em um terceiro longa, a trama pode explorar a maternidade de Sophie, o futuro da ilha e o desenvolvimento dos demais personagens. Além disso, declarações do próprio elenco alimentaram ainda mais a expectativa do público.
Em entrevista ao Entertainment Tonight no ano passado, Amanda Seyfried afirmou: “Talvez eu seja ingênua, mas tenho quase certeza de que ‘Mamma Mia! 3’ já está confirmado”. Aliás, a atriz demonstrou o desejo de contracenar com Sabrina Carpenter e Sydney Sweeney em uma possível sequência. Portanto, Meryl Streep também manifestou interesse em participar da conclusão da história iniciada em 2008, que conquistou diferentes gerações de fãs ao redor do mundo.
E a trilha sonora? Afinal, grandes sucessos do ABBA não apareceram nos dois primeiros filmes e poderiam facilmente entrar no terceiro. Apesar da duologia já incluir muitos hits, a história comprovou que repetir algumas músicas não compromete a narrativa. Vale destacar que o grupo lançou seu nono álbum de estúdio em 2021, intitulado “Voyage”, com 10 faixas que resgatam a essência nostálgica do grupo formado por Agnetha, Björn, Benny e Anni-Frid.
Da Grécia ao Brasil: “Mamma Mia!” conquista os palcos nacionais
Certamente, o teatro é uma das formas mais puras de conexão com uma história. Não poderia ser diferente com “Mamma Mia!”, que já abrilhantou os palcos brasileiros em montagens icônicas. Com uma atmosfera vibrante, o musical realizou sua primeira apresentação oficial no Brasil em 2010 e alcançou grande sucesso de público. Desde então, novas produções também conquistaram os espectadores, como as apresentações do ano passado no Rio de Janeiro e em São Paulo, que retornam em 2026.
Seja no teatro, nas telonas ou no streaming, a história de Donna, Sophie e companhia se reafirma como uma narrativa impossível de ignorar. Por meio de clássicos marcantes, a trama enaltece relações reais, guiadas pelo perdão e pela possibilidade de errar. Portanto, a narrativa segue relevante e capaz de emocionar quem se identifica com seus personagens.










