Parece mentira, mas é exatamente isso que você leu no título. Após 9 anos de atualizações constantes e se consolidar como um dos maiores exemplos do modelo live service na indústria, Destiny 2 terá seu suporte oficialmente encerrado pela Bungie, estúdio também responsável pela criação da franquia Halo para a Microsoft. E o mais chocante: a última grande atualização do game já tem data marcada.
A notícia surge em meio a diversos relatos, demissões e rumores que pintam a imagem de um estúdio conturbado e aparentemente em guerra consigo mesmo. Com o encerramento de Destiny 2, muitos jogadores agora se perguntam: qual será o futuro da Bungie?
Vem com a gente entender tudo o que está rolando.
Comunicado oficial
Anunciado através de um comunicado oficial publicado em seu site no dia 21 de maio, o estúdio afirmou: “Embora nosso amor por Destiny 2 não tenha mudado, ficou claro que, após The Final Shape, chegou a hora de nossos mundos compartilhados, e Destiny, transcenderem Destiny 2.”

O comunicado segue explicando que a Bungie vive atualmente uma fase de recomeços, com o estúdio realocando recursos e equipes para seus próximos projetos: “À medida que nosso foco se volta para um novo começo para a Bungie, iniciaremos o trabalho de incubação de nossos próximos jogos.”
Apesar do encerramento, a desenvolvedora promete uma última grande atualização para celebrar o legado de Destiny 2 e todo o esforço da comunidade ao longo desses anos: “Para esse fim, em 9 de junho de 2026, lançaremos a atualização final de conteúdo para o serviço ao vivo de Destiny 2, dando início a essa nova jornada como estúdio.”
Um último triunfo
Anunciada para o dia 9 de junho, Monument of Triumph será a última atualização de conteúdo de Destiny 2. Gratuita para todos os jogadores, a atualização promete funcionar como uma verdadeira celebração de todo o universo da franquia.

Os jogadores poderão desbloquear uma variedade de armaduras, acessórios e armas ao completar diferentes triunfos espalhados pelo game, além de um título especial reservado para os jogadores mais destemidos. E o melhor: tudo isso completamente de graça.
Futuro do estúdio
Apesar da notícia entristecer os jogadores, ela não chega exatamente como uma surpresa. Em 2022, a Sony adquiriu a Bungie com o objetivo de fortalecer sua divisão de jogos live service. E, em um primeiro momento, a compra parecia extremamente acertada: naquela época, Destiny 2 já era um verdadeiro titã da indústria, comandado por um estúdio veterano responsável também por Halo, franquia que revolucionou os shooters nos consoles.

Mas o que inicialmente parecia um sonho rapidamente se transformou em um pesadelo para a Sony. Destiny 2 passou a perder jogadores ano após ano, enquanto toda a estratégia da empresa focada em jogos live service começou a desmoronar.
O maior símbolo disso foi Concord, desenvolvido pela Firewalk Studios, estúdio que também contava com ex-desenvolvedores da Bungie, e que acabou entrando para a história como um dos maiores fracassos do entretenimento, tendo seus servidores desligados apenas duas semanas após o lançamento.

Com rumores envolvendo má conduta de funcionários dentro da Bungie e até acusações de que executivos do estúdio teriam mentido sobre os números de lucro anual de Destiny 2, a desenvolvedora rapidamente passou de uma grande aposta da Sony para um problema difícil de resolver.
O auge da crise
O ápice dessa crise veio com o anúncio de Marathon, novo live service baseado na franquia criada pela Bungie nos anos 90. Internamente, o projeto era tratado como a grande salvação do estúdio. Entretanto, após diversos relatos de um desenvolvimento conturbado e polêmicas envolvendo o uso de artes sem consentimento dos artistas responsáveis durante sua beta, o game acabou sofrendo uma recepção extremamente abaixo do esperado.
Apesar de lançar alcançando cerca de 77 mil jogadores simultâneos, hoje Marathon oscila entre apenas 7 e 9 mil jogadores ativos. Com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, muitos jogadores já aguardavam o encerramento de Destiny 2, acompanhado de uma nova onda de demissões internas dentro da Bungie.

Crise na indústria
Os problemas de Destiny 2 não são exclusivos do game ou da própria Bungie. Nos últimos anos, vimos diversas tentativas de jogos live service fracassarem em manter uma base sólida de jogadores, levando muitos projetos a encerramentos prematuros. Casos recentes incluem Suicide Squad: Kill the Justice League, da Rocksteady Studios, e MultiVersus, da Player First Games, este último não apenas teve seus servidores encerrados, como também resultou no fechamento completo do estúdio responsável.
Por fim, se o comportamento atual dos jogadores serve como indicativo, muitos parecem estar voltando a preferir experiências single player mais focadas em narrativa, como os recentes Lego Batman – O Legado do Cavaleiro das Trevas e 007 First Light.

E você? Vai jogar a atualização final de Destiny 2? Acompanhe todas as informações do mundo dos games aqui no Festival Teen.










