Para todos os gamers que amam histórias dramáticas e tocantes! Jogos de videogame são conhecidos por proporcionar momentos de diversão e entretenimento. No entanto, é preciso reconhecer o poder artístico e o potencial de nos imergir em narrativas extremamente profundas e emocionantes. O Festival Teen reuniu cinco títulos que demonstram muito bem essa qualidade dos jogos, muitas vezes despercebida pelo público geral, e que vão te fazer chorar!

The Last Of Us II

O primeiro jogo da nossa lista é a continuação de um dos exclusivos mais aclamados do PlayStation, o The Last Of Us. Ambientado em um apocalipse zumbi, no qual a infecção acontece por meio de fungos que assumem o controle do corpo do hospedeiro, o segundo jogo traz ainda mais brutalidade e tensão que o primeiro.

Logo nas primeiras horas de jogo, Joel, tão amado protagonista do primeiro jogo, é impiedosamente morto na frente de Ellie, que parte em busca de vingança. A partir daí, o que se espera é que o jogo se torne focado em sua vingança. Porém, não é bem isso que os criadores tinham em mente.

The Last Of Us II faz algo que poucas obras foram corajosas o suficiente para fazer: coloca você no controle do vilão. Além disso, obriga o jogador a acompanhar esse personagem e seu grupo, ouvir seu lado da história e simpatizar com aquele que você menos suporta. Por isso, o jogo se torna intragável para muita gente.

Ainda assim, aqueles que suportam o desafio passam por uma jornada dolorosa e comovente sobre vingança e empatia. Como resultado, a história arranca soluços de muitos jogadores que aguentam chegar até o final do jogo.

To The Moon

Você já teve um sonho? Algo que sempre quis fazer, mas que acabou deixando de lado porque a realidade se sobrepôs a ele? E se, de alguma forma, fosse possível contratar um serviço que ajudasse você a voltar ao passado para realizá-lo, pelo menos dentro de suas memórias? To The Moon conta a história de dois cientistas de uma empresa que utiliza uma tecnologia capaz de mudar as memórias das pessoas para realizar seus sonhos. Eles são contratados por um senhor de idade, em seu leito de morte, para ajudá-lo a realizar seu desejo de criança: ir até a Lua.

O jogo traz um estilo visual 2D clássico e nostálgico, além de uma ambientação leve e cômica protagonizada pela Dra. Eva Rosalene e pelo Dr. Neil Watts. Apesar disso, apresenta uma narrativa tão emocionante que torna difícil conter as lágrimas. Além disso, essa emoção é intensificada pelo tema marcante da trilha sonora.

Life Is Strange

Com uma premissa um pouco parecida com a do jogo anterior da nossa lista, Life is Strange também nos dá o poder de voltar no tempo. Dessa vez, Max Caulfield, uma estudante de fotografia de uma pequena cidade litorânea chamada Arcadia Bay, desperta esse poder quando a vida de sua melhor amiga de infância, Chloe Price, corre perigo.

A história segue as duas na busca por resolver o mistério do desaparecimento repentino de outra aluna. Enquanto isso, juntas, elas testam os limites dos poderes de Max e de suas novas habilidades.

A jogabilidade se baseia na mecânica de voltar no tempo, oferecendo ao jogador diversas opções de diálogos e ações. Além disso, explora o efeito borboleta das decisões que o jogador toma, que têm consequências diretas na direção da história. O desenvolvimento das duas personagens é o ponto alto do game. A narrativa traz temas muito importantes para os jovens, como sexualidade, saúde mental, luto e identidade. Por isso, muitos jogadores se identificam e se comovem com a narrativa.

That Dragon, Cancer

Este é um dos jogos mais reais e pesados que você pode encontrar. Desenvolvido por um casal de programadores, o jogo é uma experiência interativa e poética que conta a história real do filho deles, Joel. O menino foi diagnosticado com câncer terminal com apenas um ano de idade.

Misturando momentos lúdicos com áudios reais da família, That Dragon, Cancer coloca você para vivenciar a rotina no hospital, os medos dos pais e a dor da perda inevitável. É um projeto feito para eternizar a memória do garoto e que quebra o coração de qualquer pessoa que o jogue. Além disso, mostra o impacto devastador da doença na vida de uma família.

Gris

Digno de um museu, Gris é, sem dúvidas, uma obra de arte desoladora, com a potência de uma poesia shakespeariana em um jogo de plataforma. Como uma verdadeira pintura em movimento, acompanhamos uma jovem que perdeu a voz e precisa navegar por um mundo desbotado e em ruínas. Cada cenário do jogo representa uma das cinco fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

O estilo visual feito à mão com aquarela concede ao jogador uma experiência única, quase como se a plataforma para o jogo fosse um quadro. Conforme a personagem supera seus medos, as cores voltam a pintar o mundo. Assim, o jogo se torna uma metáfora visual belíssima e silenciosa sobre depressão e superação. Além disso, emociona pela sensibilidade e pela trilha sonora.

Mais do que entretenimento, esses jogos mostram como os videogames também podem contar histórias profundas, sensíveis e inesquecíveis. Entre perdas, escolhas difíceis e jornadas de superação, cada título transforma a experiência de jogar em algo capaz de emocionar e permanecer com o público mesmo depois que a tela se apaga!