A tão aguardada sequência de “Viúva de Ferro” já está entre nós! “Tiranos Celestiais”, novo livro de Xiran Jay Zhao, chega expandindo o universo e colocando sua heroína diante das consequências de uma revolução.
Finalista de prêmios como Nebula e Locus, o primeiro volume conquistou leitores ao unir ação, crítica social e uma protagonista que desafia estruturas misóginas. Agora, a continuação promete elevar ainda mais o debate sobre poder, autoridade, gênero e moralidade, sem abrir mão do ritmo eletrizante que consagrou a autora.
Wu Zetian no centro do poder
Após os eventos de “Viúva de Ferro”, Wu Zetian já não é apenas um símbolo de ruptura: e sim a própria engrenagem do novo sistema. Inspirada na única imperatriz mulher da China, a protagonista agora precisa lidar com o peso de governar Huaxia depois de destruir a antiga ordem política.
Ao lado do recém-revelado imperador Qin Zheng, Zetian assume o posto de imperatriz — mesmo sabendo que isso a coloca novamente em uma posição de dependência masculina. No entanto, longe de aceitar esse papel passivamente, ela decide transformar essa relação em uma ferramenta para alcançar seus próprios objetivos políticos.
Revolução não é consenso
Embora Zetian e Qin Zheng compartilhem o desejo de derrubar a elite corrupta, suas visões sobre o futuro do país entram em choque. Qin Zheng acredita no poder coletivo e propõe reformas voltadas aos trabalhadores, o que desperta a fúria da antiga elite e dá origem a uma frente rebelde.
Por outro lado, Wu Zetian está movida por desejos mais pessoais e urgentes: proteger quem ama, garantir dignidade às mulheres e consolidar direitos em uma sociedade historicamente opressora. Dessa forma, a narrativa constrói um embate intenso entre idealismo, pragmatismo e ambição, mostrando que nem toda revolução segue um caminho limpo.
Até onde vale ir para mudar o sistema?
À medida que os conflitos se intensificam, Zetian se vê encurralada por dilemas morais cada vez mais complexos. Seria possível manter-se uma líder justa em um cenário de guerra política? Ou a única saída seria recorrer à força e ao controle autoritário?
É justamente nesse ponto que “Tiranos Celestiais” se destaca. Então a obra questiona o preço da transformação social e confronta o leitor com uma pergunta inquietante: o que é aceitável fazer para derrubar uma sociedade misógina?
Fantasia, representatividade e crítica social
Além da ação intensa, o livro reforça temas centrais como igualdade de gênero e representatividade queer, marcas já presentes na escrita de Xiran Jay Zhao. A autora, que nasceu na China e cresceu no Canadá, utiliza sua bagagem cultural para construir um universo rico, politizado e profundamente conectado a debates contemporâneos.
Com lançamento em janeiro de 2026, “Tiranos Celestiais” se consolida como uma sequência ousada, provocativa e indispensável para fãs de fantasia que buscam histórias capazes de entreter e incomodar na mesma medida. Quem vai garantir seu exemplar?
Você também pode gostar de:
‘A Sombra dos Deuses’ marca a chegada de John Gwynne ao Brasil com fantasia épica
‘Paixão por acaso’: Olivia Dade encerra a série ‘Alerta de Spoiler’ com romance slow burn










