Mais um capítulo marcante! “Extermínio: O Templo dos Ossos” veio para explorar como a obra expande o universo da franquia clássica enquanto foca na fragilidade da natureza humana, respondendo muitas perguntas sobre este vasto universo apocalíptico. O filme chega hoje, 15 de janeiro, nos cinemas de todo o Brasil pela Sony Pictures. Confira o que achamos, sem spoilers!

Uma nova perspectiva no pós-apocalipse

“Extermínio: O Templo dos Ossos” chega aos cinemas sob a direção de Nia DaCosta, trazendo uma continuação que busca fôlego novo para uma franquia de sucesso composta por três filmes anteriores. A trama se distancia da ameaça biológica para explorar um horror mais íntimo: a perda da humanidade naqueles que sobreviveram. O longa foca na jornada do Dr. Ian Kelson (Ralph Fineas), um cientista dedicado a encontrar um antídoto para o vírus que devastou a população mundial.

Protagonistas e a dualidade humana

Então, o elenco entrega performances que sustentam o peso dramático da obra. Ralph Fineas interpreta o Dr. Kelson com um equilíbrio entre o rigor científico e o humor, servindo como a bússola moral deste mundo caótico. Ao seu lado, Chi Lewis-Parry entrega uma atuação marcante como Sansão, um infectado que funciona como cobaia de Ian. Porém, surpreendentemente, ele começa a redescobrir traços de sua própria humanidade em meio ao instinto feroz.

Ao mesmo tempo, acompanhamos a luta pela sobrevivência de Spike (Alfie Willians) e Jimmy Ink (Erin Kellyman). Spike é introduzido como um jovem capturado por um culto de fanáticos religiosos, liderado pelo sádico e perturbador Jimmy Crystal (Jack O’Connell). A afinidade que nasce entre Spike e Jimmy Ink — uma integrante do grupo que ainda guarda resquícios de compaixão — humaniza a subtrama focada no fanatismo e na psicopatia.

Direção e qualidade de produção

A direção de Nia DaCosta aliada à fotografia de Sean Bobbitt, confere uma identidade visual renovada e perturbadora à série. A trilha sonora, composta por Hildur Guðnadóttir, intensifica o clima de terror psicológico e suspense. Dessa forma, temos uma atmosfera imersiva que prende o espectador do início ao fim. A produção opta por uma narrativa dinâmica e concisa, garantindo que o ritmo da história não se perca mesmo diante de dilemas complexos.

Pontos altos e baixos

Certamente, um dos maiores trunfos do filme está em suas cenas de ação e no carisma do elenco, que conseguem sustentar eventuais pontos em aberto no roteiro. O destaque vai para a atuação visceral de Jack O’Connell como vilão. Além disso, temos uma surpreendente aparição de um personagem icônico do universo ao final da trama, o que deve entusiasmar os fãs de longa data.

Por outro lado, quando comparado aos capítulos anteriores da saga, este filme pode ser considerado por alguns como o menos impactante em termos de originalidade estrutural. Contudo, ele cumpre com excelência o papel de expandir o universo de “Extermínio” e deixa ganchos narrativos instigantes para futuras sequências, provando que ainda há muitas histórias para contar neste cenário desolador.

Para entender a essência deste filme, imagine uma flor tentando brotar em um solo contaminado. O foco da obra não está apenas no veneno que destrói o mundo, mas no esforço desesperado da vida e da ética para encontrar um caminho de volta à superfície. Não perca a oportunidade e assista a nova obra da franquia!

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