Uma das detetives mais carismáticas está de volta! Além de uma nova investigação, “Enola Holmes 3” chega à Netflix com mais perigos, dilemas pessoais e, claro, o reencontro de Millie Bobby Brown e Louis Partridge como Enola e Tewkesbury. Em um Q&A exclusivo disponibilizado ao Festival Teen, os atores falaram sobre o amadurecimento dos personagens, os bastidores das filmagens e a relação que construíram desde o primeiro longa.

Da primeira investigação à aventura em Malta

A franquia “Enola Holmes” chegou à Netflix em 2020. No primeiro filme, o público conheceu a irmã mais nova de Sherlock Holmes enquanto ela investigava o desaparecimento da mãe e ajudava o jovem Lorde Tewkesbury. Dois anos depois, por sua vez, a sequência acompanhou Enola à frente da própria agência de detetives e em seu primeiro caso oficial, envolvendo o desaparecimento de uma jovem.

Agora, em “Enola Holmes 3”, lançado em 1º de julho de 2026, a detetive segue para Malta, onde seus planos pessoais e profissionais entram em conflito durante o caso mais perigoso que já enfrentou. Além disso, o filme é dirigido por Philip Barantini e escrito por Jack Thorne. O elenco traz novamente Millie Bobby Brown e Louis Partridge nos papéis principais, ao lado de Henry Cavill, Helena Bonham Carter, Himesh Patel, Sharon Duncan-Brewster e Susan Wokoma.

Millie Bobby Brown fala sobre a nova fase de Enola

Onde encontramos Enola no início de “Enola Holmes 3”?

Millie Bobby Brown: Nós a encontramos em Malta, usando um vestido de noiva e prestes a se casar com Lorde Tewkesbury, ou pelo menos é isso que ela pensa. No entanto, a aventura se transforma em um mistério quando Sherlock é sequestrado. A partir daí, a história se afasta do casamento e passa a acompanhar a missão para salvar o irmão dela. Enola também se tornou uma detetive muito melhor. Ela vem ajudando Sherlock em alguns casos e está mais rápida e observadora. Além disso, está um pouco menos emocional do que costumava ser e mais cuidadosa nas decisões que toma.

Em que momento está o relacionamento de Enola e Tewkesbury?

Brown: Enola não sabe se está tomando a decisão certa sobre o casamento e se sente muito dividida. Ela e Tewkesbury realmente se amam e querem se casar, mas o conflito está relacionado aos títulos. Ela cabe no coração dele, e ele cabe no coração dela. No entanto, os dois não se encaixam naquilo que a sociedade espera.

Como foi reencontrar Louis Partridge pela terceira vez?

Brown: Louis cresceu muito como ator. Nós começamos tudo isso quando tínhamos 15 anos. Ele é fantástico, um amigo muito carinhoso e alguém que sempre me apoiou ao longo dessa trajetória. Quando você precisa gravar cenas mais íntimas, é muito melhor fazer isso com seu melhor amigo, alguém com quem se sente confortável para dizer: “Isso ficou muito bobo”, “Vamos tentar novamente” ou “Você pisou no meu pé”. É muito bom ter esse tipo de relação, e tive muita sorte de trabalhar com ele. Além disso, vocês podem esperar bastante romance em Enola Holmes 3. Há muitos momentos entre Enola e Tewkesbury, mas também conflitos e questionamentos internos que ela ainda não havia enfrentado.

Milly, como funciona sua participação como produtora do filme?

Brown: Estou bastante envolvida em tudo. Durante a pré-produção, grande parte do trabalho envolveu voltar à personagem, desenvolver a aparência dos meus figurinos e pensar também em como os figurinos de Louis deveriam ser. Participo das diferentes versões do roteiro, faço revisões, trabalho de perto com os outros produtores e acompanho o material gravado diariamente. Acho que este foi o filme em que estive mais envolvida em termos de produção e resolução de problemas. Também procurei estar presente para Phil Barantini e ajudar a proteger sua visão e sua história.

Por que é importante levar heroínas jovens como Enola para as telas?

Brown: Enola é corajosa, aventureira e imperfeita. Profundamente imperfeita. Acho que ela é uma ótima referência para os jovens e um lembrete de que somos capazes de muito mais. Existirão momentos em que você não vai acreditar em si mesmo. Porém, quando oferece a si próprio o apoio, o amor e a compreensão de que precisa, pode ser capaz de qualquer coisa. Elodie, de Donzela, também é um exemplo desse tipo de heroína. Além disso, existe Eleven, de Stranger Things, uma personagem que me formou e ampliou meus horizontes. Você pode ser mais, buscar algo maior e não precisa simplesmente se conformar.

Louis Partridge sobre o amadurecimento de Tewkesbury

Como Tewkesbury evoluiu desde a última vez em que o vimos?

Louis Partridge: Ele está amadurecendo. Vemos Tewkesbury assumir mais responsabilidades, tentar deixar sua marca no mundo e tomar decisões importantes. Além disso, ele percebe que deseja construir uma vida ao lado de Enola. Millie queria que Tewkesbury fosse mais independente neste filme e estava muito atenta ao arco do personagem. Ela queria que ele estivesse ao lado de Enola, e não atrás dela. Gostei muito disso, porque é interessante vê-lo defendendo Enola por decisão própria.

Como foi voltar ao personagem?

Partridge: Assim que vejo Millie usando um vestido de época e percebo que estou vestindo um colete, tudo simplesmente acontece. Como Millie e eu crescemos junto com esses personagens, as fronteiras entre Enola e Tewkesbury acabam ficando um pouco confusas. Por isso, foi muito fácil retornar a esse universo. Eu digo as falas, olho nos olhos de Millie e o restante acontece naturalmente. Quando você se sente confortável e confiante, consegue fazer escolhas com mais liberdade. Acho que esse é o melhor lugar para estar durante uma cena.

Louis, como você descreveria Millie Bobby Brown como parceira de cena?

Partridge: Millie realmente se importa com este projeto. Ela não chega, diz as falas e vai embora. As pequenas coisas são muito importantes para ela. Não existe a ideia de que, por ser o terceiro filme e o público já estar envolvido, podemos relaxar. Na verdade, acontece exatamente o contrário. É incrível trabalhar com pessoas que realmente se importam com aquilo que estão fazendo, porque é assim que conseguimos os melhores resultados. Millie consegue se transformar em Enola a qualquer momento, e isso ainda me surpreende tanto quanto na primeira vez em que trabalhamos juntos. Além disso, ela consegue assumir as funções de produtora e atriz ao mesmo tempo, equilibrando diversas responsabilidades sem prejudicar sua atuação. Não conheço outra pessoa que consiga fazer isso.

Uma parceria que cresceu com os personagens

Por fim, ao retomarem Enola e Tewkesbury, os atores revelam como a relação de confiança desenvolvida entre eles também fortalece a dinâmica dos personagens. No novo capítulo, romance, escolhas pessoais e uma investigação perigosa se cruzam em uma trama que mostra que, para Enola Holmes, nem mesmo o coração está livre de mistérios!