Voltou com tudo! A música “The Cure” de Olivia Rodrigo mostra como a cantora continua transformando sofrimento em identidade visual e musical. Além disso, o lançamento do clipe, reforçou uma estética adolescente dramática, intensa e criativa, algo que vem colocando a artista cada vez mais em ascensão dentro do pop atual.
Enquanto a música apresenta letras emocionais e confessionais, o videoclipe aposta em uma mudança visual marcante: os tons lilás e roxos que antes dominavam sua estética, agora dão espaço ao rosa bebê. Dessa forma, a artista acompanha uma tendência visual já percebida em apresentações recentes da cultura pop, como a sua aparição surpresa no show de Addison Rae no Coachella.
Ao mesmo tempo, o clipe apresenta referências visuais que lembram o universo antigo de Melanie Martinez, principalmente pela mistura entre delicadeza, estranheza e teatralidade. A sofrência foi transformada em espetáculo pop, criando cenas exageradas, emocionais e visualmente viciantes para o público jovem.
A estética do clipe acompanha tendências em nossas vidas
Além disso, as luzes vermelhas utilizadas em diferentes momentos trazem um aspecto criativo e experimental para o clipe. Por isso, a produção consegue transmitir uma sensação artística mais intensa, aproximando o videoclipe de campanhas visuais modernas e projetos criativos voltados ao público jovem.
As lãs vermelhas presentes na composição visual também ajudam a construir esse imaginário artístico, trazendo um tom mais autoral e conceitual. Dessa forma, o clipe acaba dialogando com referências criativas utilizadas em projetos visuais contemporâneos. Por exemplo, a campanha desenvolvida pela Prefeitura de Florianópolis, que apostam em cores fortes, elementos experimentais e impacto visual para gerar conexão com o antídoto de vacinação.
Referências reforçam a narrativa do videoclipe
Durante o videoclipe, algumas cenas despertam interpretações que tornam a experiência mais pessoal para quem assiste. Em determinados momentos, o visual de Olivia Rodrigo lembra a Mona Vanderwaal, personagem conhecida pela estética misteriosa e emocional em “Pretty Little Liars”. Assim, o clipe cria uma atmosfera adolescente marcada por insegurança, ciúme e necessidade de validação.
Além disso, a capa e alguns elementos visuais do videoclipe lembram a brincadeira de barbante conhecida como “cama de gato”, muito presente na infância de diferentes gerações. A referência transmite uma sensação de conexão, confusão emocional e relações entrelaçadas, reforçando simbolicamente os conflitos afetivos apresentados na música.

Já no final do vídeo, as cenas remetem ao universo de “Toy Story”, principalmente à ideia de abandono e ressentimento presente na relação de Andy com os brinquedos. Essa sensação reforça ainda mais o tema principal da música: o medo da substituição e a dor causada pelas relações amorosas.
Portanto, o lançamento de Olivia Rodrigo mostra como o pop atual consegue unir música, estética e referências culturais em uma única narrativa. Mais do que apenas ouvir uma canção, o público passa a interpretar símbolos, cores e sentimentos que transformam o clipe em uma experiência emocional completa.










