Um clássico em novo formato! A história que marcou uma geração está pronta para conquistar outra. O lançamento de “Hoje eu quero voltar sozinho” em HQ expande o universo do filme dirigido por Daniel Ribeiro e transforma o romance em uma história sensível, ainda mais imersiva através dos quadrinhos ilustrada por Bruno Freire. Mas o que realmente muda nessa nova versão? Continue a leitura e entenda!
Do cinema para os quadrinhos: por que a história ainda impacta tanto?
Lançado em 2014, o filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, se destacou ao abordar a descoberta da sexualidade e deficiência visual de forma natural e inclusiva. Mais de uma década depois, a HQ surge como uma adaptação em quadrinhos que mantém a essência, mas se atualiza para dialogar com a nova geração.
Segundo Daniel Ribeiro, em entrevista exclusiva ao Festival Teen: “As gerações novas vão descobrindo a história por meios diferentes”. Ele reforça que a narrativa sempre foi posicionada de forma orgânica como algo atemporal, capaz de conversar com públicos diversos, incluindo pessoas que pertencem a comunidade LGBTQIA+ ou não.
Mesmo sem grandes mudanças estruturais, a obra figura entre as primeiras com um final feliz que agradou a grande parte do público. Entenda o impacto disso a seguir!
HQ: adaptação ou continuação?
Uma das principais dúvidas do público é se estamos diante de uma continuação ou apenas uma adaptação do clássico. A resposta está no meio do caminho.
A HQ revisita a história original dos personagens Leo, Gabriel e Giovana, mas traz atualizações de linguagem e contexto, como o uso de tecnologia expandindo momentos que não apareceram no filme.
Inclusive, um detalhe chama a atenção. Bruno incorporou na HQ uma cena cortada do longa original, que promete emocionar, aproveitando a liberdade narrativa dos quadrinhos para aprofundar temas e emoções.
O olhar de Bruno Freire: identidade visual e emoção
Responsável pelos traços da obra, Bruno Freire, que é conhecido por suas ilustrações que transmitem intimidade, enfrentou o desafio de equilibrar narrativa inicial com originalidade artística.
“No começo, senti a necessidade de tudo ser exatamente igual ao filme… depois me soltei mais. Depois que eu me soltei, o processo ficou mais divertido”, completou.
Entre os principais destaques do trabalho de Bruno, está a representação sensível da percepção de Leo e o ritmo que o leitor controla, já que, diferente do cinema, ele dita o próprio tempo da narrativa. Essa abordagem reforça o caráter de romance LGBTQIA+ contemporâneo, ampliando a conexão emocional com novos leitores. Mais do que uma adaptação, a obra funciona como um reencontro para quem já se emocionou com a história.
Ou seja, se você busca uma história de amor adolescente inclusiva e atual, essa HQ entrega e amplia tudo o que fez o original ser inesquecível. Depois não esquece de contar para o FT o que achou!










