De volta as raízes! O FT teve a oportunidade de assistir a “Pânico 7” na cabine de imprensa e te garantimos que o filme é como entrar numa cápsula do tempo que resolveu atualizar o Wi-Fi. A essência continua do projeto continua a mesma: telefone tocando, respiração do outro lado da linha, perguntas sobre filmes de terror… Porém, agora o medo também sabe usar novas narrativas e brincar com a nossa nostalgia. O passado não foi enterrado, ele foi roteirizado e volta com este lançamento que acontece hoje, 26 de fevereiro. Veja o que achamos, mas com leves spoilers!
1996 nunca terminou
O filme resgata ecos de 1996, costurando referências como quem abre um álbum de fotos manchado de sangue. A sensação é clara desde o início: os massacres viraram memória coletiva, quase um museu vivo do horror. E é justamente nesse cenário que a trama começa, misturando homenagem e provocação. Nada em Woodsboro é só lembrança. Tudo é pista.
O legado de Sidney é uma herança perigosa
A sombra da protagonista Sidney Prescott continua atravessando gerações. Sua filha, Tate, carrega seu sobrenome que tem uma fama super interessante, e também o nome de sua melhor amiga que foi assassinada brutalmente. O peso de uma história que nunca permitiu finais felizes completos, agora entrega um final feliz e sem cenas assustadoras pós créditos.
A perseguição agora tem outra energia. Não é só sobreviver, é sobre identidade. Sobre o que significa crescer ouvindo que sua mãe foi a “final girl” definitiva, com muitos fãs e com a filha sem saber muito, mas descobrindo pelo Ghostface matando todos os seus amigos para chegar nela. E, claro, sempre existe o namorado suspeito. Porque em “Pânico”, amar é quase um álibi provisório.
Gale Weathers nunca saiu de cena
Agora, a icônica Gale Weathers tem seus estagiários que mostram como o jornalismo mudou desde 1996. Hoje, likes e teorias conspiratórias competem com fatos. A imprensa virou espetáculo, e o espetáculo alimenta o assassino, assim como criação de podcasts e tietes infinitos.
Existe uma entrevista que conecta passado e presente, como se o roteiro estivesse piscando para os fãs mais atentos. A mídia não apenas narra o terror, mas também ajuda a construí-lo.
Ghostface 3.0
O assassino nunca foi apenas força bruta, ele era obcecado por regras. Agora, ele entende algoritmos. Usa inteligência artificial, manipula vozes, distorce narrativas. Com muitos desconhecidos passando pela narrativa, todo mundo parece possuir duas caras para ser inocente de verdade. O filme acerta aqui: a paranoia volta a ser protagonista, com medo de se tornar coadjuvante.
Mais do que nostalgia, é atualização!
“Pânico 6” já tinha expandido o universo. “Pânico 7” afia a lâmina. Ele questiona o que acontece quando o trauma vira marca registrada, quando o terror vira franquia dentro da própria história. Então o filme entende o fandom, os memes, a própria cultura que transforma tragédia em trend. E mesmo assim consegue surpreender!
Vale o hype?
Se a pergunta é se “Pânico 7” honra o legado, a resposta é simples: ele honra, provoca e ainda cutuca. Não é só sobre quem está por trás da máscara. É sobre quem está por trás da narrativa. E talvez essa seja a pergunta mais assustadora de todas.










