Se tem uma coisa que Thalita Rebouças entende é o universo adolescente. E, mesmo depois de tantos livros e adaptações, a missão continua bem clara: fazer quem está do outro lado se sentir melhor na própria pele.

Durante a Bienal do Livro de São Paulo, o FT conversou com exclusividade com a autora no estande da Editora Rocco sobre “Era Uma Vez Minha Primeira Vez”, história que também chegou aos cinemas.

“Está tudo certo mudar de opinião”

Ao abordar temas que fazem parte da adolescência, Thalita contou que pensa não apenas nos jovens, mas também nos adultos que podem entrar em contato com suas histórias.

“Eu fico realmente pensando que, se uma mãe mais careta está lendo aquilo, ela pode abrir a mente. E uma avó também.”

Para a escritora, seus livros também são uma oportunidade de lembrar aos adolescentes que ninguém precisa ter todas as respostas agora. “O adolescente precisa entender que está tudo certo mudar de opinião. Opiniões estão aí para serem mudadas.”

O objetivo da obra vai além do entretenimento: “Quero que o adolescente saia do cinema ou do livro renovado, disposto a se amar mais na frente do espelho.”

Livro ou filme? Thalita já pensa nos dois

“Era Uma Vez Minha Primeira Vez” marca o décimo filme da autora e essa relação com o audiovisual já começou a influenciar até sua maneira de escrever.

“O mercado audiovisual me abraçou e agora a gente está namorando seriamente.”

Thalita contou, aos risos, que atualmente já escreve imaginando como aquela história poderá funcionar nas telas. Dessa forma, facilitando o trabalho da sua versão roteirista na hora da adaptação. E depois de dez filmes, podemos dizer que esse namoro está ficando sério mesmo.

Então, você já assistiu a “Era Uma Vez Minha Primeira Vez”?