Finalmente o protagonismo do protagonista chegou! Se desprendendo de uma versão de Peter Parker ligado apenas aos Vingadores, dessa vez vemos ele de maneira isolada e única. Preparem o coração, pois o novo filme entrega tudo o que os fãs pediram e muito mais. Atenção: este texto contém spoilers!
O lado humano do herói
Um filme extremamente balanceado entre drama e ação. Indo de assuntos como crises existenciais (identificáveis para todos na faixa dos 20 e poucos anos, como o protagonista) a questões mais profundas e complexas, como o luto, saudade e amadurecimento. Dessa forma, vemos uma trama que toca em pontos reais da nossa vida.

Desta vez, traz o amadurecimento notável de Peter Parker, que ocorre lentamente desde o primeiro filme, e que acompanha o grande crescimento profissional que Tom Holland vem tendo como ator. Assim, correspondendo aos grandes papéis que o mesmo tem interpretado.
Zendaya e Jacob Batalon entregam como sempre em seus papéis, trazendo o drama da perda de memória. Os antagonistas Hulk e Escorpião são mais como uma boa participação especial, mesmo que importantes para a trama, não espere muito tempo de tela deles. Já o Justiceiro tem um papel cômico e com um toque dramático que dá mais vida à trama.
A fotografia impecável dá muito espaço de tela aos “passeios” do herói por Nova York, nos fazendo sentir dentro do longa ou jogando ‘Marvel’s Spider-Man’ no videogame, com uma visão em primeira pessoa dos “voos” pela cidade. Além disso, o visual é de tirar o fôlego.
Uma história que cresce e surpreende
A princípio o filme parece lento, o que pode desagradar a alguns, mas é a dose perfeita para trazer a magnitude que está por vir. Com o objetivo de recapitular rapidamente os acontecimentos do longa anterior e mostrando a nova vida de Peter, 4 anos após a perda da memória da população de sua identidade.
Vivendo isoladamente, sem seus amigos Ned e MJ para contar, Peter vive em função do trabalho de salvar Nova York. Assim, em certo momento enfrenta uma crise, interpretada como uma “burnout” a princípio, mas que logo descobrimos que é um tipo de mutação, onde os poderes de aranha estão crescendo, sendo uma parte predominante de seu DNA agora, e assim o tornando mais forte e difícil de controlar.
Em meio a crise com os poderes, que agora estão mais potentes do que nunca, um vilão “invisível”, que utiliza o corpo das pessoas com telepatia ameaça a cidade. Ele recorre a Yelena, pensando se tratar de algo parecido com o que era feito com as viúvas negras, e a participação de Florence Pugh é curta porém cômica, como sempre.
A trama se desenrola a partir desses eventos, com muita ação e cenas cinematográficas. O romance com a MJ acontece de uma maneira sutil e na medida certa de drama. Entretanto, senti falta de mais aprofundamento sobre a amizade com Ned, que um dia foi tão essencial para ele.

Uma nova vilã que rouba o protagonismo
Até cerca da metade da obra, o maior vilão da trama não é revelado, criando ainda mais tensão para o momento que o personagem descobre que por trás de todos os desastres que vinham acontecendo, Jean Grey, interpretada por Sadie Sink, está por trás. Revelando a grande pergunta de “qual papel Sadie Sink irá interpretar?” feita por muitos.
Como vilã ela é toda a alma da trama no quesito ação, mas também envolvendo drama, que está presente em todo o longa. Sendo assim, fica claro para o espectador que esta Jean Grey do Homem Aranha será a porta de entrada para atingir um papel importante no MCU.
Vale o ingresso?
É fato de que vale a pena assistir nas telonas, principalmente se você está com saudades de sair de uma produção da Marvel feliz e querendo mais e mais, já que ele entrega história e fan service na medida certa. Pode te fazer chorar mas também te fará rir em doses homeopáticas. Se diferenciando de outros filmes do universo do homem aranha, os quais têm um pilar de comédia muito forte. É um filme épico que marca um novo dia para o nosso herói favorito. Portanto, prepare a pipoca e corra para o cinema!










