As lésbicas dominam a galáxia! A animação australiana “A Sapatona Galáctica” finalmente chega aos cinemas brasileiros. Codirigida e coescrita por Emma Hough Hobbs e Leela Varghese, a obra promete uma experiência única. Prepare-se para um humor escrachado, referências que só a comunidade entende e uma trilha sonora 100% original, tudo sem medo do cancelamento.
Uma jornada premiada
“A Sapatona Galáctica” já acumulava uma trajetória de sucesso antes mesmo de sua estreia no Brasil. O longa passou por festivais de prestígio como os de Berlim, Sydney e do Rio. Nessas exibições, conquistou prêmios importantes, como o Prêmio Félix na temática LGBTQIAPN+ e o de Melhor Filme Internacional no Festival MixBrasil. A Synapse Distribution agora traz o filme para salas exclusivas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Uma missão na “gayláxia”
A animação nos apresenta Saira, uma princesa lésbica e introvertida de 23 anos que vive no planeta Clitópolis. Filha das rainhas, ela sofre com o término recente de seu namoro com Kiki. Sua desolação é tão grande que rende até uma hilária referência à famosa cena de Bella em “Crepúsculo”. Contudo, o drama de Saira toma um novo rumo quando os “Homeliens Héteros Brancos”, uma sátira cômica de estereótipos masculinos, sequestram sua ex.
Para libertar Kiki, os sequestradores fazem uma exigência: Saira precisa entregar o Lábris, um machado que apenas a realeza possui. O problema? Ela não tem um. Sendo assim, a princesa embarca em uma missão dupla. Ela precisa não só salvar a ex, mas também encontrar um artefato que nem sabe como conseguir. Nessa jornada pela “gayláxia”, ela conhece Willow, uma pop star não binária e bissexual que a ajuda a enfrentar seus traumas e problemas de autoestima.
Em toda essa aventura acontecem reviravoltas que deixam tudo mais emocionante e sarcástico. Desde drag queens malvadas á uma história de amor que pode ou não dar certo. Mas apenas assistindo o filme para entender o que rola e pegar todas as muitas referencias presentes!
“Rick and Morty” para sáficas? Entenda o humor do filme
Muitos apelidaram a animação de um “‘Rick and Morty’ para sáficas”. A comparação faz sentido pelo humor escrachado muito específico, que remete muito a filmes dos anos 2000, além das semelhanças sobre viagens pela galáxia. De fato, quem curte um talvez curta o outro. O grande diferencial, no entanto, é que “A Sapatona Galáctica” foi criado por e para a comunidade LGBTQIAPN+.
O filme é recheado de memes e referências internas que geram uma forte identificação. É uma obra “bobinha”, feita para não ser levada tão a sério, o que pode agradar ou não o público.
Ainda assim, a comunidade lésbica certamente precisava de uma animação de humor para se divertir. Dessa forma, a trama cumpre esse papel com maestria, fazendo críticas e reflexões que, muitas vezes, só quem é parte do universo entende por completo.
“A Sapatona Galáctica” é o tipo de filme que não vemos com frequência: uma comédia queer despretensiosa, engraçada e autêntica. E aí, ficou com vontade de embarcar nessa aventura pela “gayláxia”? Conta pra gente nas nossas redes sociais!










