Em seu primeiro álbum, ‘Morri de Raiva’, Brvnks não quer falar de amor

Nós já tínhamos mostrado a energia das canções da artista Brvnks (ou Bruna Guimarães) quando falamos sobre o seu show no Lollapalooza 2019 , e também sobre lançamento do seu último single. Agora ela retorna para lançar o seu poderoso, esteticamente maravilhoso e super aguardado disco de estreia, o Morri de Raiva.

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Lançado pela Sony Music, o disco contém 10 faixas que fazem da cantora uma artista única do cenário nacional por não falar de amor. As músicas falam de várias outras emoções, como frustração e saudades, e estão longe de soarem  tristes! Na verdade, Morri de Raiva é dançante e cheio de energia do início ao fim.

Apontada como uma das principais apostas da nova geração do rock alternativo do Brasil, Brvnks bateu um papo com o FESTIVAL TEEN para falar um pouco mais sobre o seu lançamento!

Fico feliz de finalmente poder mostrar um pouco melhor as coisas do jeito que eu queria que fossem, um pouco mais do meu gosto e com assuntos diferentes, feito com um pouco mais de paciência e cuidado. Acho que sentimentalmente esse disco tem bem mais valor pra mim do que o EP [Lanches] pelo mesmo motivo. Antes era uma coisa que eu tinha zero intenção, preocupação ou pensamento de que alguém ia ouvir e agora é uma coisa que eu pensei e falei ‘beleza, quero que seja assim’, significa mais pra mim colocar mais da minha personalidade nisso. Acredito que o sentimento dos próximos discos vão ser cada vez mais isso, com amadurecimento e mudança junto também.

Morri de Raiva reúne as primeiras e mais pessoais composições da artista, com músicas que começaram a serem escritas quando ela tinha apenas 17 anos (atualmente ela está com 23 anos) e todas soam extremamente pessoais, como se alguém estivesse contando a sua vida para você, principalmente na forma emocional que canta. Quando questionada como é falar desses seus sentimentos de maneira tão exposta, Brvnks fala que não se importa tanto. “É muita exposição eu acho, mas pra quem fica conversando sozinha no Twitter o dia todo acho que isso é o menor dos males, já estou acostumada”, brinca.

FT: Você sente que mudou algo no seu jeito de compor e cantar desde o seu último EP, Lanches?

Brvnks: Acho que o que mais mudou foi o fato de eu não querer falar da mesma coisa repetitiva, que é o assunto mais falado em qualquer tipo de música no mundo todo, que é amor/paixão/pé na bunda/sofrimento amoroso. Tem tantos sentimentos diários e coisas diferentes pra falar. Antes eu fazia letras muito curtas, repetia várias vezes (até porque eram só fragmentos de músicas no início e eu não sabia meu processo de composição direito ainda). Hoje em dia acho que tenho um leque maior de assuntos e de como falar deles. Pretendo ir melhorando isso com o tempo e também fazer em português uma coisa ou outra.

Ao ouvir o disco, você perceberá que, mesmo com o nome e algumas faixas em português, todas as suas dez canções são em inglês. Perguntamos o motivo de compor em outra língua, mesmo sendo uma artista brasileira.

Acho que combina mais com o nosso tipo de som e não tem como fugir disso, pelo menos num início pra quem nunca tinha costume de escrever antes. Pretendo fazer algumas coisas em português também, mas não tudo. Curto a ideia de ir pra fora, então acho legal manter assim, mas é tudo questão de ir vendo como funciona também, quem sabe”.

FT: Muita gente deve perguntar quais são as suas referências musicais. Mas, além da música, você se baseou em alguma outra coisa para compor? Algum filme, livro…

Brvnks:  Uma influência forte pra mim é a estética dos filmes Holy Motors, Laurence Anyways, Into the Void (acho que pensei um pouco nesse pela forma do espírito estar fora do corpo vendo as coisas de outra forma) e algumas coisas nesse sentido assim. E o clipe que vamos lançar em breve, a maior referência foi o filme Medo e Delírio, por mais que eu não concorde com a existência do Johnny Depp.

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e o clipinho ta no forno

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Por último, perguntamos se ela teria alguma faixa preferida. Brvnks revelou que gosta mais da segunda e a oitava faixa do disco, respectivamente, Frede I Am My Own Man.

A minha preferida é ‘Fred’ pelo valor sentimental, por ter sido escrita por um amigo que faleceu (e eu nem costumo ouvir ela porque fico chorando emocionada) e ‘I am My Own Man’, por conta da letra e de ela ser um pouco mais animada, gosto bastante de tocar.

I Am My Own Man” ( ou “Eu sou meu próprio homem”, quando traduzida de forma literal) traz uma letra bem empoderada que não só narra algumas situações em que muitas mulheres sentem vontade de responder frases machistas, mas também fala um pouco na forma preconceituosa com que muitos homens ainda enxergam artistas femininas que são líderes de bandas de rock. Demais, né?

Morri de Raiva foi composto pela própria Brvnks, produzido por Edimar Filho, Gravado e Mixado por Alejandra Luciani e Masterizado por Fernando Sanches. Gravado entre Goiânia e São Paulo durante o ano de 2018, o disco já está disponível em todas as plataformas de música.

Gosta do som da Brvnks? Já tinha ouvido o seu álbum? Conta para a gente!

 

E aí, gostaram?

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